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Cecilia Meireles - Visita A Washington - 1940
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(site util http://elfikurten.blogspot.com/2011/02/cecilia-meireles-poetiza-educadora.html)
informações de cecilha (blog)
sexta-feira, 26 de agosto de 2011
despedida
Despedida
Por mim, e por vós, e por mais aquiloque está onde as outras coisas nunca estão
deixo o mar bravo e o céu tranqüilo:
quero solidão.
Meu caminho é sem marcos nem paisagens.
E como o conheces ? - me perguntarão. -
Por não Ter palavras, por não ter imagem.
Nenhum inimigo e nenhum irmão.
Que procuras ?
Tudo.
Que desejas ?
Nada.
Viajo sozinha com o meu coração.
Não ando perdida, mas desencontrada.
Levo o meu rumo na minha mão.
A memória voou da minha fronte.
Voou meu amor, minha imaginação ...
Talvez eu morra antes do horizonte.
Memória, amor e o resto onde estarão?
Deixo aqui meu corpo, entre o sol e a terra.
(Beijo-te, corpo meu, todo desilusão !
Estandarte triste de uma estranha guerra ... )
Quero solidão.
Fonte: Cecília Meireles
Canção
Canção
No desequilíbrio dos mares,as proas giram sozinhas...
Numa das naves que afundaram
é que certamente tu vinhas.
Eu te esperei todos os séculos
sem desespero e sem desgosto,
e morri de infinitas mortes
guardando sempre o mesmo rosto
Quando as ondas te carregaram
meu olhos, entre águas e areias,
cegaram como os das estátuas,
a tudo quanto existe alheias.
Minhas mãos pararam sobre o ar
e endureceram junto ao vento,
e perderam a cor que tinham
e a lembrança do movimento.
desprendeu-se e caiu de mim:
e só talvez ele ainda viva
dentro destas águas sem fim.
Fonte: Cecília Meireles
Informações extras
| Cecília Meireles | |
|---|---|
| Nome completo | Cecília Benevides de Carvalho Meireles |
| Nascimento | 7 de novembro de 1901 Rio de Janeiro |
| Morte | 9 de novembro de 1964 (63 anos) Rio de Janeiro |
| Nacionalidade | Brasileiro(a) |
| Parentesco | Carlos Alberto de Carvalho e Meireles e Matilde Benevides |
| Cônjuge | Fernando Correia Dias (1922-1935) Heitor Grillo (1940-1972) |
| Filho(s) | Maria Elvira Meireles Maria Matilde Meireles Maria Fernanda Meireles Correia Dias |
| Ocupação | Poetisa e educadora |
| Principais trabalhos | Ou Isso ou Aquilo / Romanceiro da Inconfidência |
| Escola/tradição | Modernismo |
| Movimento estético | Poesia |
obras da autora
Obras da autora
- Espectros, 1919
- Criança, meu amor, 1923
- Nunca mais, 1923
- Poema dos Poemas, 1923
- Baladas para El-Rei, 1925
- Saudação à menina de Portugal, 1930
- Batuque, samba e Macumba, 1933
- O Espírito Vitorioso, 1935
- A Festa das Letras, 1937
- Viagem, 1939
- Vaga Música, 1942
- Poetas Novos de Portugal, 1944
- Mar Absoluto, 1945
- Rute e Alberto, 1945
- Rui — Pequena História de uma Grande Vida, 1948
- Retrato Natural, 1949
- Problemas de Literatura Infantil, 1950
- Amor em Leonoreta, 1952
- Doze Noturnos de Holanda e o Aeronauta, 1952
- Romanceiro da Inconfidência, 1953
- Poemas Escritos na Índia, 1953
- Batuque, 1953
- Pequeno Oratório de Santa Clara, 1955
- Pistoia, Cemitério Militar Brasileiro, 1955
- Panorama Folclórico de Açores, 1955
- Canções, 1956
- Giroflê, Giroflá, 1956
- Romance de Santa Cecília, 1957
- A Bíblia na Literatura Brasileira, 1957
- A Rosa, 1957
- Obra Poética,1958
- Metal Rosicler, 1960
- Poemas de Israel, 1963
- Antologia Poética, 1963
- Solombra, 1963
- Ou Isto ou Aquilo, 1964
- Escolha o Seu Sonho, 1964
- Crônica Trovada da Cidade de San Sebastian do Rio de Janeiro, 1965
- O Menino Atrasado, 1966
- Poésie (versão francesa), 1967
- Antologia Poética, 1968
- Poemas Italianos, 1968
- Poesias (Ou isto ou aquilo& inéditos), 1969
- Flor de Poemas, 1972
- Poesias Completas, 1973
- Elegias, 1974
- Flores e Canções, 1979
- Poesia Completa, 1994
- Obra em Prosa - 6 Volumes - Rio de Janeiro, 1998
- Canção da Tarde no Campo, 2001
- Episódio Humano, 2007
- Uma obra bastante particular e pouco conhecida de Cecília Meireles é o infanto-juvenil Olhinhos de Gato. Baseado na vida de Cecília, conta sua infância depois que perdeu sua mãe Matilde Benevides Meireles e como foi criada por sua avó D. Jacinta Garcia Benevides (Boquinha de Doce, no livro)
Tarde de sábado
Por Cecília Meireles
A tardezinha de sábado, um pouco cinzenta, um pouco fria, parece não possuir nada de muito particular para ninguém. Os automóveis deslizam; as pessoas entram e saem dos cinemas; os namorados conversam por aqui e por ali; os bares funcionam ativamente, numa fabulosa produção de sanduíches e cachorros-quentes. Apesar da fresquidão, as mocinhas trazem nos pés sandálias douradas, enquanto agasalham a cabeça em echarpes de muitas voltas. Tudo isso é rotina. Há um certo ar de monotonia por toda parte. O bondinho do Pão de Açúcar lá vai cumprindo o seu destino turístico, e moços bem falantes explicam, de lápis na mão, em seus escritórios coloridos e envidraçados, apartamentos que vão ser construídos em poucos meses, com tantos andares, vista para todos os lados, vestíbulos de mármore, tanto de entrada, mais tantas prestações, sem reajustamento — o melhor emprego de capital jamais oferecido! Em alguma ruazinha simpática, com árvores e sossego, ainda há crianças deslumbradas a comerem aquele algodão de açúcar que de repente coloca na paisagem carioca uma pincelada oriental. E há os avós de olhos filosóficos, a conduzirem pela mão a netinha que ensaia os primeiros passeios, como uma bailarina principiante a equilibrar-se nas pontas dos sapatinhos brancos. Andam barquinhos pela baía, com um raio de sol a brilhar nas velas; há uns pescadores carregados de linhas, samburás, caniços, muito compenetrados da sua perícia; há famílias inteiras que não se sabe de onde vêm nem se pode imaginar para onde vão, e que ocupam muito lugar na calçada, com a boca cheia de coisas que devem ser balas, caramelos, pipocas, que passam de uma bochecha para a outra e lhes devem causar uma delícia infinita. Depois aparecem muitas pessoas bem vestidas, cavalheiros com sapatos reluzentes, senhoras com roupas de renda e chapéus imensos que a brisa da tarde procura docemente arrebatar. Há risos, pulseiras que brilham, anéis que faíscam, muita alegria: pois não há mesmo nada mais divertido que uma pessoa toda coberta de sedas, plumas e flores, a lutar com o vento maroto, irreverente e pagão. E depois são as belas igrejas acesas, todas ornamentadas, atapetadas, como jardins brancos de grandes ramos floridos Por uma rua transversal, está chegando um carro. E dentro dele vem a noiva, que não se pode ver, pois está coberta de cascatas de véus, como se viajasse dentro da Via-láctea. Todos param e olham, inutilmente. Ela é a misteriosa dona dessa tardezinha de sábado, que parecia simples, apenas um pouco cinzenta, um pouco fria. E a moça que vem, com a alma cheia de interrogações, para transformar seus dias de menina e adolescente, despreocupados e livres, em dias compactos de deveres e responsabilidades. É uma transição de tempos, de mundos. Mas os convidados a esperam felizes, e ela não terá que pensar nisso. Ela mal se lembra que é sábado, que é o dia de seu casamento, que há padrinhos e convidados. E quando a cerimônia chegar ao apogeu, talvez nem se lembre de quem é: separada dos acontecimentos da terra, subitamente incorporada ao giro do Universo. Texto extraído do livro "Escolha o seu sonho", Editora Record – Rio de Janeiro, 2002, pág. 100. |
| Ilustração: Gemmal Marcelo Cardoso Gemmal, graduado em 1996 em Artes & Design pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, em 2000 foi premiado no Salão Carioca de Humor (categoria charge). Realizou a exposição de seus trabalhos em diversas galerias, sempre com sucesso, como a ocorrida na Casa de Cultura Laura Alvim, no Rio de Janeiro, e no 4º Festival de Cinema Brasileiro em Paris, ambas no ano de 2002. Mantém, com Dória, desde 2000, parceria na Dobradinha - Estúdio de Artes Visuais. |
informações principais
Nome:
Cecília Meireles
Cecília Meireles
Nascimento:
07/11/1901
07/11/1901
Natural:
Rio de Janeiro - RJ
Morte:
09/11/1964
Rio de Janeiro - RJ
Morte:
09/11/1964
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